Vitor Pereira Jr
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16/02/2019 21h42
MINHA LITERATURA FANTÁSTICA – Parte 1

Meu primeiro contato com o gênero literatura fantástica foi durante minha adolescência na década de 1990, por meio de RPG, jogando na escola os livros-jogos “Aventuras Fantásticas” de Ian Livingstone e Steve Jackson (Ah, a “Cripta do Vampiro”!), e lendo os manuais de monstros de “Dungeons & Dragons” de um primo meu (Aplausos para a ilustração do Caçador Invisível).

Na época, lá pelos meus 12 a 15 anos, alguns amigos que gostavam de desenhar e escrever começaram a criar seus personagens e a redigir suas próprias aventuras, então passei a criar minhas aventuras interativas também. Por eu gostar mais de ler e escrever fantasia do que interpretar personagens, sempre preferi os livros-jogos.

Um livro-jogo é uma obra na qual o leitor é também o personagem principal. Conforme o leitor chega ao fim de uma cena, ele é posto a decidir que rumo a aventura deverá tomar. Por exemplo, esta cena: “Você é um andarilho da noite. A madrugada avança e um vento gélido uiva por entre as árvores retorcidas. De repente, as nuvens se dissipam e a lua cheia ilumina uma velha casa de madeira que você jura não ter visto antes. Você irá investigar a casa ou seguir pela floresta escura?”. A aventura tomará rumos diferentes conforme o leitor escolha ler o que acontece caso entre na casa ou caso continue a perambular pela floresta. Como consequência, a história poderá chegar a vários finais diferentes, permitindo que o leitor leia a aventura novamente e se divirta procurando todos os finais, ou pelo menos o final mais exitoso.

Assim, fui inventando minhas próprias aventuras fantásticas. No começo dos anos 1990, como o computador ainda não havia chegado, o jeito era comprar um caderno na papelaria e sair escrevendo à mão mesmo. Eu acumulei um maço de papeis listando e ilustrando divindades, elfos arqueiros, heróis e monstros, além de alguns cadernos com umas duas séries de livros-jogos escritos à mão. É uma pena eu não ter guardado minha criação daquela época.

Mas só uns dez anos depois, quando comecei a postar meus textos na internet e a ter contos e poemas publicados, lembrei de como eu gostava de criar aventuras fantásticas inspiradas nos livros de Ian Livingstone e Steve Jackson. Vi que os livros-jogos, conhecidos por meio impresso, se tornaram Gamebooks na mídia digital. Foi daí que comecei a reescrever literatura fantástica onde o leitor é o personagem principal e decide que rumos seguir conforme as opções oferecidas na página. Fui listando desafios, personagens e monstros, e assim foram surgindo “As Crônicas de Tellus”. Neste post, falarei do meu primeiro Gamebook, “Mercenários do Caos”.

Tellus é um mundo antigo de reinos sangrentos e criaturas mágicas, você leitor-aventureiro e seus companheiros de viagem são destemidos mercenários vindos das frias terras do sul do continente de Erart e aguardam serem contratados para uma grande – e recompensadora – aventura! Logo você é chamado a escolher entre duas perigosas missões: resgatar um antigo tesouro roubado ou combater um feiticeiro ganancioso.

E quem sabe quantos desafios fantásticos aguardam o leitor no decorrer de suas escolhas? Com dois dados, lápis, papel, e coragem, o leitor já está preparado para embarcar neste emocionante livro-jogo de fantasia e aventura solo, onde ele é o protagonista de seu próprio livro, decidindo que rumos tomar em sua aventura!

Ao embarcar nesta aventura, você leitor terá alguns índices básicos para relacionar-se com o mundo ao redor. Terá sua agilidade, energia, magia e resistência postas à prova contra os muitos perigos que se encontram pela frente. Além das batalhas contra as mais fantásticas criaturas, você poderá usar suas especialidades para livrar-se com vantagem de situações adversas. Vários caminhos o levarão a encontros marcantes com personagens que irão ajudá-lo, outros caminhos escondem tesouros e itens valiosos para o sucesso de sua missão, mas muitos caminhos o conduzirão a um fim desastroso. Jogue quantas vezes quiser até concluir sua missão da melhor forma possível.

O Gamebook “Mercenários do Caos” está disponível na Amazon e é uma ótima opção para mergulhar no gênero de fantasia.

 

Link para conhecer o livro: https://www.amazon.com.br/Mercen%C3%A1rios-Caos-Livro-Jogo-cr%C3%B4nicas-Tellus-ebook/dp/B078TKWK3R/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1515237733&sr=1-1&keywords=mercenarios+do+caos

 

Obrigado pela visita e boas leituras!

Até a próxima!

 

Vitor Pereira Jr.

 


Publicado por Vitor Pereira Jr em 16/02/2019 às 21h42
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
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06/09/2018 22h13
20 anos sem Akira Kurosawa

Hoje, 6 de setembro, faz 20 anos que o mundo perdia Akira Kurosawa, o grande cineasta que mudou para sempre o cinema oriental e ocidental, e inspirou George Lucas a conceber Star Wars. Famoso especialmente por seus filmes de samurais, o mais famoso deles, “Os Sete Samurais”, de 1954, inspirou também o western “Sete Homens e Um Destino”. Sempre na lista daqueles filmes que você precisa ver em sua vida, “Os Sete Samurais” é um ótimo filme para se apaixonar pelo cinema japonês. Recomendo.


Publicado por Vitor Pereira Jr em 06/09/2018 às 22h13
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03/06/2018 18h46
A primeira transmissão de V

     Tão válido há quase quarenta anos quanto o é hoje...

 

     “Imagino que você esteja se perguntando por que foi chamado aqui esta noite.

     Sabe, não estou inteiramente satisfeito com seu desempenho nos últimos tempos. Receio que seu trabalho tenha decaído muito e, bem, estamos pensando seriamente em demitir você.

     (...)

     Bem, para ser franco, nós andamos tendo problemas. Não se pode fechar os olhos para isso. E sabe onde eu acho que a maioria deles se origina? Na sua indisposição natural para subir dentro da empresa. Você não quer encarar responsabilidades verdadeiras. Nem ser seu próprio chefe. Deus sabe quantas oportunidades já teve. Várias vezes nós lhe oferecemos promoções, e você sempre recusou: ‘Isso é muito pra mim, chefia. Eu conheço meu lugar’. Para ser franco, você nunca nem tentou.

     Sabe, como não progride há muito tempo, isso já começa a afetar seu trabalho, e devo acrescentar, seu padrão de comportamento também. Os constantes desentendimentos na fábrica não escaparam à minha atenção, nem os surtos de desordem na cantina dos funcionários.

     (...)

     E não adiante culpar a Gerência pela queda nos padrões de trabalho, embora eu saiba que ela deixa muito a desejar. Na verdade, sem papas na língua, a Gerência é deplorável. Nós tivemos uma sucessão de malversadores, larápios e lunáticos tomando um sem-número de decisões catastróficas. Isso é inegável. Mas quem os elegeu? Você! Você indicou essas pessoas. Você deu a eles o poder para tomarem decisões em seu lugar!

     Claro que qualquer um está sujeito a se equivocar, mas cometer os mesmos erros fatais, século após século, parece uma atitude deliberada. Você encorajou esses incompetentes, que transformaram sua vida profissional num inferno. Aceitou suas ordens insensatas sem questionar. Sempre permitiu que enchessem seu espaço de trabalho com máquinas perigosas.

     Você podia ter detido essa gente. Bastava dizer ‘Não’.

     (...)

     Isso é tudo. Pode voltar ao trabalho”.

 

     (Alan Moore e David Lloyd, em V de Vingança, 1982)


Publicado por Vitor Pereira Jr em 03/06/2018 às 18h46
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12/04/2018 18h58
JOGADOR NÚMERO 1 - Tudo o que você merecia saber sobre os anos 1980

JOGADOR NÚMERO 1 (READY PLAYER ONE), de Ernest Cline, foi escrito em 2011, e só o li agora por causa do filme.

A trama se passa no futuro, mas se a narrativa cativa a geração nascida já na era da internet, o livro é, na verdade, uma viagem ao passado, uma grande e bem merecida homenagem para os anos 1980 e sua geração, a própria geração do escritor Ernest Cline, ele mesmo um nerd de carteirinha.

Para quem cresceu jogando Atari, RPG, lendo os gibis da Marvel, e assistindo os desenhos e filmes clássicos dos anos 1980, aqueles que passavam na Sessão da Tarde e hoje não passam mais, o livro é um prato cheio, e muito bem preparado, de referências. Às vezes é tanta referência nerd, é tanta nerdice dentro das referências nerds, que até quem é nerd não pegará todas as referências, e, como um bom nerd, irá parar a leitura para pesquisar sobre o assunto, e até, é claro, passará um tempo jogando novamente os velhos jogos de Atari.

Cline consegue nos dar saudade dos anos 1980, vontade de ser criança de novo e passar por tudo aquilo de novo. Cline colocou os anos 1980 em seu verdadeiro lugar no panteão da criação gráfica e sua influência cultural no cinema, nas músicas, e, claro, nos jogos.

JOGADOR NÚMERO 1 - Era tudo o que você merecia saber sobre os anos 1980. E para quem viveu lá, era tudo que merecia ser dito! Tenho dito.


Publicado por Vitor Pereira Jr em 12/04/2018 às 18h58
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04/04/2018 21h48
Ainda Assim Eu Me Levanto

 

Você pode me inscrever na História
Com as mentiras amargas que contar,
Você pode me arrastar no pó
Mas ainda assim, como o pó, eu vou me levantar


Minha elegância o perturba?
Por que você afunda no pesar?
Porque eu ando como se eu tivesse poços de petróleo
Jorrando em minha sala de estar


Assim como lua e o sol,
Com a certeza das ondas do mar
Como se ergue a esperança
Ainda assim, vou me levantar


Você queria me ver abatida?
Cabeça baixa, olhar caído?
Ombros curvados com lágrimas
Com a alma a gritar enfraquecida?


Minha altivez o ofende?
Não leve isso tão a mal,
Porque eu rio como se eu tivesse
Minas de ouro no meu quintal


Você pode me fuzilar com suas palavras,
E me cortar com o seu olhar
Você pode me matar com o seu ódio,
Mas assim, como o ar, eu vou me levantar


A minha sensualidade o aborrece?
E você, surpreso, se admira,
Ao me ver dançar como se tivesse,
Diamantes na altura da virilha?


Das chochas dessa História escandalosa
Eu me levanto
Acima de um passado que está enraizado na dor
Eu me levanto
Eu sou um oceano negro, vasto e irriquieto,
Indo e vindo contra as marés, eu me levanto.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Em uma madrugada que é maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto!

(Maya Angelou, 1928-2014)


Publicado por Vitor Pereira Jr em 04/04/2018 às 21h48
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