Vitor Pereira Jr
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12/11/2017 14h19
DICAS DE ESCRITA - Parte 2 - A MISSÃO DO ESCRITOR

Bem-vindos, caros visitantes!

Comecei a escrever aqui algumas dicas rápidas sobre como escrever boas narrativas. Na postagem anterior, tratei do LEITOR como o sujeito mais importante da escrita, por ele ser o destinatário de nossos textos. Vimos que o leitor busca textos com significado de vida, textos que transmitam uma verdade humana, textos que provoquem nossas emoções e nossa curiosidade.

Nesta segunda postagem, trataremos do ESCRITOR. Como vimos, a escrita é um processo de comunicação em que cada escritor é o remetente de uma mensagem, é o primeiro elemento da narrativa, é quem irá criar uma estória a ser comunicada ao mundo. E como uma estória alcança o leitor? O que desperta o interesse do leitor em conhecer essa estória? Qual a missão de um escritor?

 

Prenda o leitor logo de cara

Como visto na postagem anterior, ninguém tem tempo a perder. O leitor irá se certificar se irá dedicar seu tempo lendo uma estória por meio da primeira impressão. Começando pelo título. O escritor pode instigar o leitor por meio de um título que irá atrair a curiosidade pelo conteúdo a ser revelado. O título é uma isca pronta para ser fisgada, é um convite para a aventura que irá se seguir. E assim como o titulo da estória, assim deve ser o primeiro parágrafo, a primeira frase, as primeiras palavras. Elas devem causar aquele tipo de impacto que irá assegurar ao leitor de que o que virá pela frente será arrebatador. Prenda o leitor logo de cara. Inicie sua estória com uma frase impactante, forte, significativa, envolvente e inovadora, que irá convidar o leitor a embarcar na estória imperdível que você tem para contar.

 

Ganhe o leitor por nocaute

Foi o escritor argentino Julio Cortázar que deixou a célebre frase: “Em um combate travado entre um texto apaixonante e seu leitor, o romance sempre ganha por pontos, enquanto o conto deve ganhar por nocaute”. Em narrativas curtas como contos e crônicas, não há espaço para divagações fora do tema principal. As ideias devem ser concisas e atingir o leitor em cheio, como um soco no queixo. Sua missão é deixar o leitor arrebatado com seu texto. Mantenha o foco.

 

Presenteie o leitor com uma verdade humana

O leitor merece receber como presente um vislumbre significativo de uma verdade profundamente humana. O presente será melhor ainda se o leitor conseguir se identificar na estória, e o bom escritor consegue isso ao explorar nossa natureza humana, nossos dilemas, emoções, aflições e busca por sentido na vida. Que presente você quer dar a seus leitores?

 

Presenteie o leitor com uma estória inesquecível

Ok. Se você vai contar uma estória, encontre o melhor meio de se contar essa estória. Entretenha o leitor. Imagine perder o seu tempo lendo sobre um pescador que sai para pescar e volta. O que isso vale? Bem, se estivermos falando de “O velho e o mar”, de Ernest Hemingway, vale um prêmio Nobel de Literatura. Por isso, não importa sobre qual assunto você irá falar, mas em como você irá contar a estória. Como você irá contar sua estória deve ser uma experiência inesquecível.

 

Presenteie o leitor com um personagem inesquecível

Por fim, toda narrativa descreve uma ação. Basicamente, descreve-se um personagem ou personagens executando ações. O quanto seu leitor irá se identificar com o personagem? O que ele traz de tão diferente e encantador? Você sabe quem é Peter Pan, não sabe? E Sherlock Holmes, certo? E Hamlet? Você pode não ter lido todas as suas estórias, mas sabe quem eles são. São personagens inesquecíveis da literatura universal. Presenteie o leitor com um personagem inesquecível.

 

E com essas pequenas dicas, concluo esse segundo diário de bordo.

Na próxima postagem dessa série de dicas de escrita, trataremos das características do PERSONAGEM dentro de uma estória. Gostou dessa postagem? Comente, entre em contato. Vamos compartilhar nossas ideias.

Boas leituras, e até a próxima!


Publicado por Vitor Pereira Jr em 12/11/2017 às 14h19
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
25/10/2017 21h35
DICAS DE ESCRITA - Parte 1 - O QUE OS LEITORES QUEREM

Bem-vindos, caros visitantes!

 

Para vocês que gostam de dicas rápidas sobre como escrever boas narrativas, vou compartilhar aos poucos aqui no site algumas dicas preciosas que aprendi sobre a escrita de narrativas.

Vamos começar essa série com o sujeito mais importante da escrita, o LEITOR. Isso mesmo, o leitor. O leitor é o sujeito mais importante da escrita. Porque a escrita é um processo de comunicação em que cada escritor é um remetente e cada leitor é seu destinatário, é o elemento final que irá receber a estória que o escritor quer comunicar ao mundo. Escritores escrevem para serem lidos. Mas para que os leitores leem? O que os leitores querem?

Para responder a essa pergunta, basta lembrar que todos nós somos leitores. Por que lemos estórias? Por que julgamos que algumas estórias são mais cativantes que outras? Por que, apesar de gostos por estilos diferentes, sabemos apreciar uma boa narrativa? Existem elementos comuns a toda boa narrativa?

 

Lemos porque buscamos significado em nossas vidas

Convenhamos, tempo é vida, e quando escolhemos dedicar nosso tempo lendo uma estória, procuramos nela algo que traga significado para nossas vidas. A vida é repleta de significados. Qual deles seu leitor descobrirá em sua estória? Que importância sua estória terá na vida de seus leitores?

 

Lemos porque buscamos uma verdade humana

Ao mesmo tempo em que procuramos significado para nossas vidas, sabemos que não existe apenas um significado para a vida. Cada ser humano busca a sua própria verdade. E como seres gregários, temos o maior interesse em vislumbrar que verdades o ser humano pode descobrir sobre si mesmo. Qual verdade humana seu protagonista irá mostrar ao leitor?

 

Lemos porque buscamos emoções

Uma boa estória nos emociona. Lembre-se de qualquer estória que você tenha lido ou ouvido. Os detalhes mais marcantes são os detalhes que te emocionaram. Amor, raiva, medo, alegria, tristeza, pena, melancolia, obstinação, ansiedade... São as emoções que deixam marcas em nossas vidas. Como escritor, que marcas você quer deixar em seu leitor? Lembre-se de que, assim como no teatro e nos filmes, sentir emoções por meio da leitura nos proporciona um processo de catarse. Por meio de nossa capacidade de empatia, nosso corpo vivencia verdadeiramente as emoções presentes nas estórias, sejam essas estórias reais ou ficcionais. A sensação de mergulhar em uma estória, se emocionar com ela, e voltar para a vida real nos proporciona uma viagem segura que nos prepara para as emoções que sentiremos na vida real quando essas emoções vieram a nós. Esse é o segredo do sucesso atemporal dos mais populares contos infantis. João vence o gigante, Chapeuzinho sobrevive ao lobo, João e Maria escapam da bruxa. A vivência desses terrores simulados nessas estórias presenteiam as crianças a lidarem com seus próprios medos reais também. E, enquanto crescemos, as estórias apenas ficam cada vez mais elaboradas, mas sempre procuramos as mesmas emoções que irão nos auxiliar a lidar com as emoções reais de nossas vidas cotidianas. Quais emoções você reserva para seu leitor sentir em sua estória?

 

Lemos porque somos curiosos

Por fim, gostamos de ouvir boas estórias simplesmente porque somos curiosos pela vida dos outros. Somos curiosos desde o nosso nascimento. Quem nunca quis ouvir uma conversa sigilosa por trás da porta? E como vai terminar aquela briga de casal dos vizinhos do andar de cima? Assim como nas estórias de nosso dia a dia, nossos leitores leem nossas estórias com o interesse em saber como ela irá se desenrolar. Como o problema da trama será resolvido? O que acontecerá com o protagonista no final? Presenteie seu leitor com uma surpresa. Deixe-o estimulado em descobrir como tudo irá terminar. Seu personagem terá uma mudança de vida ou de valores? Ele aprenderá uma lição necessária no final, seja ela boa ou má? O que deixará seu leitor curioso em sua estória?

 

E com essas pequenas dicas de aprendizagem, concluo esse diário de bordo.

Na próxima postagem dessa série de dicas de escrita, veremos qual é a missão do ESCRITOR ao escrever uma estória. Gostou dessa postagem? Comente, entre em contato. Vamos compartilhar nossas ideias.

Boas leituras, e até a próxima!


Publicado por Vitor Pereira Jr em 25/10/2017 às 21h35
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14/10/2017 18h41
As epifanias de um escritor

Hoje, 14 de outubro, é aniversário da contista neozelandesa Katherine Mansfield (1888-1932). Em seus curtos 34 anos de vida, seus contos marcaram a literatura modernista, sendo de grande influência para nossa Clarice Lispector.

Seus textos, influenciados pelo realismo de Anton Tchekhov, nos contam sobre o vislumbre contemplativo da vida moderna, como se sabe, de dar inveja à sua amiga Virgínia Woolf. Denominado em inglês de “glimpses”, esse vislumbre, em que o protagonista experimenta uma epifania, é a marca da escritora em quase todos os seus contos, e, com a saúde fragilizada pela tuberculose, o tema da morte e da fragilidade da vida se torna recorrente em seus últimos escritos.

Um de seus contos mais famosos, “Bliss”, traduzido ora por “Felicidade”, ora por “Êxtase”, começa assim:

 

“Embora Bertha Young tivesse trinta anos, ela ainda tinha momentos como esse, quando queria correr em vez de andar, dar passinhos de dança subindo e descendo pela calçada, rolar um aro, jogar algo no ar e pegá-lo de novo, ou ficar quieta ainda e rir de – nada – de nada, simplesmente.

O que se pode fazer se você tem trinta e, virando a esquina da sua própria rua, você é arrebatado, de repente, por um sentimento de felicidade – felicidade absoluta! – Como se de repente você tivesse engolido um pedaço brilhante desse sol da tarde e ele queimasse em seu peito, enviando uma chuvinha de faíscas em cada partícula, até as pontas dos pés?

Ó, será que não existe uma maneira de expressar isso sem passar por ‘bêbado e descontrolado?’ Como é idiota a civilização! Para que termos um corpo se você tem que mantê-lo preso em uma caixa como um raro, raro violino?”.

 

E vocês, escritores e leitores? Que trechos levam seus personagens preferidos a uma epifania?


Publicado por Vitor Pereira Jr em 14/10/2017 às 18h41
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04/10/2017 22h01
A generosidade do sorriso

Sobre hoje ser comemorado o dia de São Francisco de Assis, tenho que dizer que seus ensinamentos holísticos o fazem ser de longe a figura católica que mais admiro. Mais próximo de um monge zen do que qualquer outro cristão, suas escolhas de vida nos ensinam que as coisas de maior valor no mundo estão o tempo todo bem na nossa frente, e de graça. E o que há de maior valor no mundo é nossa dedicação uns aos outros, e que por ser de graça, só pode ser dada e recebida como um presente. Parece fácil. Mas ser generoso é saber receber o melhor das pessoas e dar a elas o melhor de si.

Agora pense nas pessoas que marcaram sua vida. Certamente do que você mais vai se lembrar é do sorriso delas. Porque o sorriso é o presente mais generoso de todos, e não custa nada. Sorrisos ensinam, aconselham, encorajam, confortam, fortificam, pacificam, às vezes tudo isso ao mesmo tempo, e sem precisar dizer uma só palavra. Às vezes palavras atrapalham, e às vezes nada precisa ser dito mesmo; bastava sorrir e pronto.


Publicado por Vitor Pereira Jr em 04/10/2017 às 22h01
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26/09/2017 15h19
Paz!

     Hoje, 26 de setembro, é comemorado o aniversário de nascimento do americano Thomas Eliot, poeta, dramaturgo e Prêmio Nobel de Literatura.

     Um de seus mais famosos, profundos e complexos poemas, The Waste Land (Terra Desolada, nas traduções brasileiras mais recentes), com seus 433 versos, e publicado em 1922, é considerado hoje um dos mais importantes e influentes poemas do século XX.

     Para tempos como o nosso começo de século, deixo aqui os últimos versos de T.S. Eliot em Terra Desolada:

 

          “Sentei-me junto às águas

A pescar, tendo a árida planura atrás de mim

Chegarei pelo menos a por minhas terras em ordem ?

London Bridge is jailing down falling down falling down

Poi s’ascose nel foco che gli affina

Quando fiam uti chelidon... ó andorinha andorinha

Le Prince d‘Aquitaine d la tour abolie

Com estes fragmentos escorei minhas ruínas

Why then lie fit you. Hieronymo’s mad againe.

Datta. Dayadhvam. Damyata.

          Shantih shantih shantih”

 

     Estes dois últimos versos, em sânscrito, extraídos do Brihadaranyaka Upanishad, são traduzidos por: “Doação. Compaixão. Autocontrole. Paz! Paz! Paz!”

     Shantih, a paz interior que ultrapassa o entendimento. Bem que precisamos mesmo dela em tempos como o nosso.


Publicado por Vitor Pereira Jr em 26/09/2017 às 15h19
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