Vitor Pereira Jr
Contos, Crônicas e Versos
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
Meu Diário
25/10/2017 21h35
DICAS DE ESCRITA - Parte 1 - O QUE OS LEITORES QUEREM

Bem-vindos, caros visitantes!

 

Para vocês que gostam de dicas rápidas sobre como escrever boas narrativas, vou compartilhar aos poucos aqui no site algumas dicas preciosas que aprendi sobre a escrita de narrativas.

Vamos começar essa série com o sujeito mais importante da escrita, o LEITOR. Isso mesmo, o leitor. O leitor é o sujeito mais importante da escrita. Porque a escrita é um processo de comunicação em que cada escritor é um remetente e cada leitor é seu destinatário, é o elemento final que irá receber a estória que o escritor quer comunicar ao mundo. Escritores escrevem para serem lidos. Mas para que os leitores leem? O que os leitores querem?

Para responder a essa pergunta, basta lembrar que todos nós somos leitores. Por que lemos estórias? Por que julgamos que algumas estórias são mais cativantes que outras? Por que, apesar de gostos por estilos diferentes, sabemos apreciar uma boa narrativa? Existem elementos comuns a toda boa narrativa?

 

Lemos porque buscamos significado em nossas vidas

Convenhamos, tempo é vida, e quando escolhemos dedicar nosso tempo lendo uma estória, procuramos nela algo que traga significado para nossas vidas. A vida é repleta de significados. Qual deles seu leitor descobrirá em sua estória? Que importância sua estória terá na vida de seus leitores?

 

Lemos porque buscamos uma verdade humana

Ao mesmo tempo em que procuramos significado para nossas vidas, sabemos que não existe apenas um significado para a vida. Cada ser humano busca a sua própria verdade. E como seres gregários, temos o maior interesse em vislumbrar que verdades o ser humano pode descobrir sobre si mesmo. Qual verdade humana seu protagonista irá mostrar ao leitor?

 

Lemos porque buscamos emoções

Uma boa estória nos emociona. Lembre-se de qualquer estória que você tenha lido ou ouvido. Os detalhes mais marcantes são os detalhes que te emocionaram. Amor, raiva, medo, alegria, tristeza, pena, melancolia, obstinação, ansiedade... São as emoções que deixam marcas em nossas vidas. Como escritor, que marcas você quer deixar em seu leitor? Lembre-se de que, assim como no teatro e nos filmes, sentir emoções por meio da leitura nos proporciona um processo de catarse. Por meio de nossa capacidade de empatia, nosso corpo vivencia verdadeiramente as emoções presentes nas estórias, sejam essas estórias reais ou ficcionais. A sensação de mergulhar em uma estória, se emocionar com ela, e voltar para a vida real nos proporciona uma viagem segura que nos prepara para as emoções que sentiremos na vida real quando essas emoções vieram a nós. Esse é o segredo do sucesso atemporal dos mais populares contos infantis. João vence o gigante, Chapeuzinho sobrevive ao lobo, João e Maria escapam da bruxa. A vivência desses terrores simulados nessas estórias presenteiam as crianças a lidarem com seus próprios medos reais também. E, enquanto crescemos, as estórias apenas ficam cada vez mais elaboradas, mas sempre procuramos as mesmas emoções que irão nos auxiliar a lidar com as emoções reais de nossas vidas cotidianas. Quais emoções você reserva para seu leitor sentir em sua estória?

 

Lemos porque somos curiosos

Por fim, gostamos de ouvir boas estórias simplesmente porque somos curiosos pela vida dos outros. Somos curiosos desde o nosso nascimento. Quem nunca quis ouvir uma conversa sigilosa por trás da porta? E como vai terminar aquela briga de casal dos vizinhos do andar de cima? Assim como nas estórias de nosso dia a dia, nossos leitores leem nossas estórias com o interesse em saber como ela irá se desenrolar. Como o problema da trama será resolvido? O que acontecerá com o protagonista no final? Presenteie seu leitor com uma surpresa. Deixe-o estimulado em descobrir como tudo irá terminar. Seu personagem terá uma mudança de vida ou de valores? Ele aprenderá uma lição necessária no final, seja ela boa ou má? O que deixará seu leitor curioso em sua estória?

 

E com essas pequenas dicas de aprendizagem, concluo esse diário de bordo.

Na próxima postagem dessa série de dicas de escrita, veremos qual é a missão do ESCRITOR ao escrever uma estória. Gostou dessa postagem? Comente, entre em contato. Vamos compartilhar nossas ideias.

Boas leituras, e até a próxima!


Publicado por Vitor Pereira Jr em 25/10/2017 às 21h35
Copyright © 2017. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras